Dicas para trabalhar com planos de saúde

Atualizado em 30/12/2021Comercial

Quando os pacientes procuram uma clínica médica pelo plano de saúde, a maioria leva em consideração alguns pontos importantes. Dentre esses aspectos, têm peso na decisão: a diversidade de especialistas, se há consultórios próximos da casa ou do serviço do paciente, a política de preços, e ainda, a facilidade para ser atendido sem ficar aguardando dias para conseguir um horário. 

A questão a analisar é se a adesão aos planos de saúde é uma opção viável para você e se seu estabelecimento de saúde tem condições de suprir as exigências  dos pacientes. Se após uma avaliação, a resposta for sim, é hora de saber quais as vantagens de se trabalhar com os convênios. Para respaldar sua decisão, é importante ressaltar que o setor de saúde suplementar tem demonstrado sucessivo crescimento, de acordo com dados recentes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Segundo o órgão federal, somente no primeiro semestre de 2021, houve um aumento de 624.614 adesões em planos de assistência médica (comparativo entre janeiro e junho). Nesse período, o setor se manteve em crescimento e somou 48.238.177 usuários em planos de assistência médica e 27.818.231 em planos odontológicos. 

O setor está em ampla expansão, mas, como profissional de saúde, você sabe as vantagens, e como trabalhar com convênios, para que esse credenciamento alcance mais pacientes? Conheça alguns benefícios:

Vantagens:

Aumento da cartela de pacientes

Por meio dos convênios, é possível aumentar a quantidade de pacientes em seu consultório, integrando os médicos credenciados. Muitas pessoas vêem nos planos de saúde a oportunidade de fazer mais consultas com condições facilitadas. Com um bom atendimento dos profissionais de sua clínica, há um índice de fidelização considerável, o que resulta em avaliações positivas, e consequentemente, indicações.

Horários sempre preenchidos

Com os planos, seus horários ficam sempre completos, sua agenda sempre cheia. Mesmo que o pagamento por plano seja menor que no modelo particular, é bem mais rentável do que uma agenda com muitos horários vagos. Com a maior parte dos horários preenchidos, há menor chance de ficar prejudicado por espaços vagos no dia, pois, clínica vazia significa prejuízo. 

Divulgação do consultório

Um consultório com muita procura é naturalmente mais lembrado e visado pelas pessoas. Se você é especialista em uma área não muito buscada em clínicas particulares, com o convênio, sua visibilidade é bem maior, pois os pacientes procuram por especialistas na lista dos planos. 

Agora que você já sabe alguns pontos vantajosos que a saúde suplementar pode oferecer, está na hora de entender como trabalhar com os convênios.

1- Alinhamento às necessidades da clínica

No mercado da saúde, há uma grande quantidade de planos disponíveis. Como não é interessante se credenciar a todos, é válido escolher os que mais se adequam à sua clínica, atendendo às necessidades da empresa e dos pacientes. Para conseguir definir com qual empresa trabalhar, é essencial conhecer o perfil de pacientes que seu consultório recebe. 

Não é apenas saber o nome, mas, mapear qual o perfil social e financeiro, faixa etária, localização do consultório (se é área nobre ou localidade com moradores menos abastados). Segundo o blog Mais Laudo, “vale observar a cobertura dos planos oferecidos pelo convênio, regras sobre carência, lesões preexistentes etc. De nada adianta se credenciar a um convênio que não cobre exames por imagem, ou determinados procedimentos, se esses forem o carro-chefe do seu negócio”, indica.

2- Escolha uma operadora com boa reputação

Uma vez que você mapeou seu público-alvo e fez uma triagem das operadoras mais viáveis inicialmente, é hora de sondar detalhes sobre as empresas. Pesquise a fundo sobre as entidades mais confiáveis, opiniões de quem já atua com elas, valores pagos aos médicos em consultas e nos demais procedimentos. 

Busque informações sobre como ela é vista entre os consumidores de saúde, se tem nível alto de reclamações pelos serviços disponibilizados etc. Coletar o máximo de informações possível evita que você ou sua clínica tenham prejuízos de ordem econômica, e o pior, a imagem fique arranhada por falhas da operadora. As redes sociais também podem ajudar, já que naquele espaço os usuários fazem suas avaliações e relatam as experiências positivas ou negativas com o convênio.

3- Suporte para médicos e clínicas

Antes de assinar contrato, procure ainda saber as modalidades que o plano oferece (individual, coletivo, familiar etc). Além disso, verifique se a operadora proporciona algum tipo de benefício adicional a médicos e clínicas. É importante um atendimento que facilite a rotina do consultório para os pacientes e não burocratize tanto os processos. 

Procure ainda saber se são ágeis e interessados em solucionar os problemas e se há algum tipo de chat para suporte aos credenciados. Esse sistema integrado é fundamental para ajudar os funcionários da clínica a resolverem situações relacionadas aos planos. Por fim, prepare seu consultório para trabalhar com as operadoras, conheça todos os processos a serem adotados e treine sua equipe.  

  • Documentação necessária:

Para efetivar o credenciamento, não basta ligar para a operadora e assinar um contrato. Para trabalhar com a saúde suplementar são necessários vários documentos, seja para pessoa jurídica ou mesmo pessoa física. Documentação mais solicitada pelas operadoras:

Pessoa física

• Informações do espaço em que atende

• Alvará da Vigilância Sanitária e de funcionamento 

• Currículo, diploma, CPF e título de especialista do responsável técnico

• CRM ou crédito do responsável técnico

• Certificado de inscrição da entidade no Conselho Regional de Medicina (CRM)

• Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)

• Inscrição no Cadastro de Constituinte Mobiliário (CCM) ou Imposto sobre serviço (ISS)

Pessoa jurídica

• Contrato social ou ata de constituição

• Última ata de reunião ou alteração contratual

• Cartão do CNPJ, CNES atualizado

• Inscrição do CCM pela prefeitura

• Comprovante do último pagamento do ISS

• Comprovante do último pagamento da Taxa de Fiscalização do Estabelecimento

• Certificado de inscrição no CRM 

• Alvará de Vigilância Sanitária 

• Alvará de funcionamento

• Currículo, diploma, CPF e título de especialista do responsável técnico

• Relação do corpo clínico

• CRM ou crédito do responsável técnico

• Comprovante de conta bancária

Leia também: 

COMO MELHORAR A ADESÃO DOS PACIENTES AOS PLANOS DE TRATAMENTO

Por Tatiana Santos

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