Tendências da medicina para 2022

Atualizado em 22/12/2021Estratégia

O mercado como um todo está evoluindo muito e mudando com grande velocidade. E na área da medicina essa tendência não é diferente. Apesar de avanços acontecerem a passos largos, principalmente no que se refere ao digital, essas transformações não ocorreram somente por conta da Covid-19. Antes da pandemia, a tecnologia já era amplamente adotada com o objetivo de deixar pacientes e médicos cada vez mais próximos. 

Com o surgimento da doença infecciosa, houve a necessidade de as pessoas se isolarem. Com isso, a automatização dos processos e a telemedicina foram uma realidade amplamente vivenciada por inúmeras pessoas em todo o mundo. O que era algo novo se tornou, até certo ponto, normal para grande parte da população global. 

Já estamos caminhando para 2022 e a pergunta que fica é: o que esperar da medicina no próximo ano?

  1. A telemedicina continuará em alta 

A telemedicina ou teleconsulta é uma tendência que definitivamente veio para ficar. Em abril de 2020, foi sancionada no Brasil uma lei que autoriza as consultas virtuais enquanto durar a crise da Covid-19. Uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) apontou que desde o começo de 2020, até maio de 2021, foram contabilizadas 2,5 milhões de teleconsultas no país. Ainda segundo a pesquisa, os problemas apresentados pelo paciente foram resolvidos em 90% dos casos.

Muita gente preferiu consultar um médico virtualmente a ter que sair para consultas presenciais quando os números de casos de Covid estavam altos. As ferramentas de telessaúde devem continuar em curva ascendente. 

A telemedicina envolve o uso das modernas tecnologias da informação e telecomunicações para promover atenção médica a pacientes situados em locais distantes. Tudo é feito remotamente. A telemedicina apoia a medicina tradicional, por isso, muitos profissionais deverão se atualizar para conseguir se integrar a essa tendência.

  1. Monitoramento remoto de pacientes

O monitoramento remoto é uma tendência da área de saúde, que mantém os pacientes e seus cuidadores em contato direto para coordenar o tratamento e acompanhar doenças mais graves. Para garantir o monitoramento ininterrupto, os médicos fornecem aos pacientes aparelhos domésticos. 

Esses aparatos medem dados de saúde críticos, lembram os pacientes de tomar seus remédios e enviam dados importantes aos médicos. Esta opção ajuda as instituições de saúde a reduzirem o tempo, os custos e a fornecer cuidados de saúde de alta qualidade, mesmo sem atender seus pacientes pessoalmente. Até 2024, o site de análises financeiras MarketWatch, fez uma projeção de que só nos Estados Unidos será investido nessas ferramentas, mais de 1,5 milhão de dólares.

  1. Novas tecnologias em saúde mental

Como a Covid-19 continua a impactar a saúde mental da população mundial, a demanda por tecnologia na saúde continua crescendo, não só no Brasil, mas em todo o mundo. Uma tecnologia promissora que deve definir o futuro da saúde mental é o rastreamento de sintomas online.

A solução de rastreamento online permite que os pacientes relatem seus sintomas diariamente, o que melhora e acelera significativamente o tratamento. No passado, a maioria dos pacientes relatava novos sintomas somente durante as visitas regulares à terapia. 

Agora, os profissionais de saúde mental têm acesso a todas as atualizações 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso significa que podem propor um tratamento com base nos dados de saúde que recebem dos pacientes diariamente.

  1. Big Data ganha ainda mais relevância

Ao longo da vida de um paciente, entre consultas, diagnósticos e tratamentos, muitas informações ficam espalhadas em diversos registros médicos por onde ele se consultou ou fez um exame. A tendência é que todo esse histórico médico do paciente seja atualizado numa plataforma digital, onde seja possível fazer o resgate de todas essas informações. A ação visa oferecer ao paciente um diagnóstico e tratamento mais precisos. 

Em vários países, é possível que os cidadãos acessem toda a documentação pessoal relacionada à saúde através de um número de identificação. Durante a pandemia, o monitoramento do avanço da doença entre os infectados foi registrado. Todos os dados coletados ficam armazenados nesse banco de dados. Mesmo já tendo passado o período mais crítico da crise sanitária, é muito provável que em 2022 essas mudanças se intensifiquem na área da saúde pelo mundo.

  1. Segurança dos dados será tendência global

Estamos falando sobre os impactos positivos da tecnologia nos serviços de saúde, mas, vale destacar que é preciso ter muito cuidado ao utilizar informações dos pacientes. Em 2018, foi sancionada a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), pelo então presidente Michel Temer. Ela foi criada com base no General Data Protection Regulation (GDPR), legislação em vigor nos países europeus. A função principal dessa legislação é evitar que as empresas transmitam informações de qualquer pessoa sem o seu devido consentimento. 

Clínicas médicas lidam diariamente com um volume imenso de dados pessoais registrados no cadastro, laudos de exames e prontuários, com informações dos tratamentos realizados. Essas informações são confidenciais e só podem ser armazenadas com a autorização do paciente. 

As informações sensíveis de sua clínica não podem ser extraviadas, sob pena de multa que pode chegar até R$ 50 milhões, dependendo do faturamento da sua clínica. No próximo ano, a cibersegurança continuará em foco.

  1. Aplicativo para ajudar na alergia alimentar

Se alimentar é um ato comum a todo ser humano. Mas, como os alimentos estão a cada dia mais industrializados, nem sempre conseguimos saber exatamente o que estamos consumindo. Em inúmeras ocasiões, pessoas alérgicas a determinados tipos de comidas não conseguem se prevenir das reações, exatamente por conta dessas incertezas. 

E a medicina está tirando proveito da tecnologia para ajudar as pessoas a se precaver e combater esses problemas tão incômodos. A novidade, que deve estar disponível ao mercado em 2022, é o aplicativo SensoGenic. 

Por meio de um sensor, é possível detectar anticorpos e descobrir as substâncias que provocam a hipersensibilidade (alergia) no paciente. O app tem perspectiva de funcionar em aparelhos smartphones.

Se você ainda não tem um software de gestão seguro e que esteja adequado às diretrizes da LGPD, contrate a Support Health para armazenar os dados da sua clínica e dos pacientes com segurança.

Por Tatiana Santos

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