Os desafios e tendências para a medicina em 2021

Atualizado em 15/12/2020Estratégia

Support Health destaca o papel das novas tecnologias num mundo pós-pandemia

O mercado se atualiza constantemente e na área médica não seria diferente. Novas tecnologias influenciam novos tratamentos e o contexto social também impacta nas mudanças em todos os setores da sociedade. Na pandemia do novo coronavírus, por exemplo, estamos assistindo diversos modelos de negócios tendo que se adaptar ao novo modus operandi de distanciamento social. Com isso, a tecnologia se tornou aliada para que os empreendimentos não fossem à falência. A telemedicina, em especial, foi a que teve maior destaque na área médica nesses tempos de pandemia.

Telemedicina

A digitalização no setor da saúde, tanto nas consultas on-lines quanto nas formas de se relacionar com os pacientes de maneira remota, tem sido uma rotina nas clínicas médicas. As pessoas, de um modo geral, tem se adaptado a esse modelo e os profissionais da área da saúde, principalmente, os que são empreendedores em suas clínicas médicas passaram a enxergar o potencial da telemedicina nesse “novo normal”.

A telemedicina também está presente na troca de informações e conhecimentos médicos que ajudam nos desafios de tratar um paciente, principalmente, os que estão infectados pelo novo coronavírus. O que se aplica no sul do país, ou no nordeste, a partir das recomendações de organizações de saúde no enfrentamento da covid-19, precisa ser compartilhado em tempo recorde. São vidas em jogo. Por isso, a tecnologia tem sido aliada nesse processo que o mundo todo vivencia. 

Para quem não sabe, a telemedicina abrange toda a prática médica realizada à distância, independente do instrumento a ser utilizado para essa relação. Essa prática, que tem origem em Israel, é bastante aplicada nos Estados Unidos, Canadá e países da Europa. Com a pandemia, a telemedicina tem sido bastante utilizada mundialmente.

Aplicativos e Inteligência Artificial 

O universo dos aplicativos, sejam eles para entretenimento ou para otimizar as atividades práticas do dia-a-dia, também se tornaram ferramentas aplicadas à saúde. O paciente já não quer apenas ouvir o diagnóstico dado durante a consulta, ele quer acompanhar seu tratamento de maneira que informações complementares possam ser disponibilizadas e acessadas a hora que desejar. E mais: ele quer ter um canal direto com seu médico na palma da mão através do seu smartphone. 

Hoje em dia, já existem aplicativos que auxiliam médicos e pacientes a monitorar seus tratamentos de forma remota. Diário Cefaleia, disponível na Google Play e App Store, por exemplo, ajuda médicos e pacientes a acompanhar dores de cabeça. Ele armazena, por meio de um calendário, dias e horários em que os pacientes sentiram dor de cabeça. Para os mais esquecidos, que sempre deixam de tomar alguma medicação porque não se lembrou, tem o Pillboxie que permite ao paciente, além de configurar lembretes, registrar o formato e visual dos remédios para encontrá-los mais facilmente. Além desses dois citados acima, existem muitos outros que são específicos para cada tipo de enfermidade.

Big Data

Ao longo da vida de um paciente, entre consultas, diagnósticos e tratamentos, muitas informações ficam espalhadas em diversos registros médicos por onde ele se consultou ou fez um exame. A tendência é que todo esse histórico médico do paciente seja atualizado numa plataforma digital, onde seja possível fazer o resgate de todas essas informações para oferecer ao paciente um diagnóstico e tratamento mais precisos.

Na Suécia, já é possível que os cidadãos e residentes acessem toda a documentação pessoal relacionada à saúde através de um número de identificação, conhecido como Swedish PIN (Ou PIN Sueco). Na pandemia do novo coronavírus, o monitoramento do avanço da doença entre os infectados tem sido registrado e todos os dados coletados ficam armazenados nesse banco de dados. Com isso, tem sido possível gerar relatórios e métricas sobre o avanço da doença naquele país.

 Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e seu impacto em clínicas médicas

Estamos falando sobre os impactos positivos da tecnologia nos serviços de saúde, mas, vale destacar que é preciso ter muito cuidado ao utilizar informações dos pacientes. A nova lei, sancionada em 2018 pelo então presidente Michel Temer, foi criada com base no General Data Protection Regulation (GDPR), uma legislação que já está em vigor nos países europeus. A função principal dessa legislação é evitar que as empresas transmitam informações de qualquer pessoa sem o seu devido consentimento. 

Clínicas médicas lidam diariamente com um volume imenso de dados pessoais registrados no cadastro, laudos de exames e prontuários com informações dos tratamentos realizados. Essas informações são confidenciais e só podem ser armazenadas com o consentimento do paciente. Se você ainda não tem um software de gestão seguro e que esteja adequado às diretrizes da LGPD, contrate a Support Health para armazenar os dados da sua clínica e pacientes com segurança. As informações sensíveis de sua clínica não podem ser extraviadas, sob pena de multa que pode chegar até R$ 50 milhões, dependendo do faturamento da sua clínica.

Home Care e Hóspices

Home Care é um termo em inglês que significa assistência médica domiciliar. Essa modalidade, que hoje é uma obrigação do SUS e da saúde suplementar, permite a desospitalização precoce dos pacientes e faz com que o paciente tenha um atendimento de qualidade e seguro dentro de casa. Um dos principais usuários dessa modalidade são pacientes com doenças crônicas, que possuem grande dependência de cuidados diários e de enfermagem. 

De acordo com o emergencista, médico legista e diretor médico da Cooperativa de Atendimento Pré e Hospitalar (COAPH Saúde), Dr. Hugo Leandro, outra tendência da medicina num mundo pós-pandemia é o Home Care e Hóspices. Segundo o médico, “outra mudança importante é em relação ao cuidado especializado de pacientes que precisam de atenção de profissionais da saúde, mas que não precisam de internação. Haverá o aumento da procura de uma assistência de saúde que seja mais de cuidado do que de tratamento. Por exemplo, hospitais e instituições de saúde fundamentalmente ligados à enfermagem, assistência social e psicologia. Isso desocupa leitos, abre vagas para quem realmente precisa e evita a exposição a infecções e complicações hospitalares”.

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