O que é medicina integrativa?

A Medicina Integrativa é a prática médica que busca uma visão completa e integral do paciente, fazendo uma análise como um todo, levando em consideração aspectos físicos, emocionais e a comunicação entre os sistemas do corpo humano. 

Segundo a Academic Consortium for Integrative Medicine & Health, “Medicina Integrativa é a prática da medicina focada na pessoa em seu todo e faz uso de todas as abordagens terapêuticas adequadas, com profissionais de saúde e disciplinas para obter o melhor da saúde e cura”. 

Mas, de fato, como é a Medicina Integrativa? Quais os benefícios e o que é importante saber em relação a ela? Neste artigo você vai entender sobre a história, visão e benefícios.

História

Para falar sobre a Medicina Integrativa, precisamos primeiro entender sua história, e tudo começou com Linus Pauling (1901-1994) e a medicina ortomolecular. Pauling, um bioquímico de Portland, nos Estados Unidos, iniciou pesquisas na década de 40, sobre como era necessário ter a quantidade ideal de vitaminas e minerais para a saúde do nosso corpo.

A atuação de Linus Pauling lhe rendeu Prêmio Nobel de Química, em 1954, pela sua obra científica com química quântica e biologia molecular. Pauling ganhou um segundo Prêmio Nobel, desta vez o da Paz, em 1962, pelo seu ativismo e luta contra os testes nucleares.

Em 1968 o bioquímico publicou um estudo com o termo “Ortomolecular”. “Orto” significa equilíbrio e molecular vem de molécula, ou seja, “equilíbrio molecular”. A ideia dessa terapia era corrigir alterações e equilibrar a quantidade de nutrientes no corpo. 

Segundo estudos publicados na SciELO (Scientific Electronic Library Online), alguns anos depois de Pauling iniciar a Medicina Ortomolecular, mais precisamente no final dos anos 1980, nos Estados Unidos e no Reino Unido, foi adotada a denominação Medicina Complementar, que significa “complemento”, sendo criados centros médicos pensando na medicina complementar, inicialmente identificada como Medicina Alternativa e Complementar (MAC).

Já no fim da década de 1990, pensando num modelo novo, que integrava a medicina convencional, em relação aos modelos terapêuticos, mas também com a ideia de complementar esses planos, foi desenvolvida a Medicina Integrativa, que busca, como o próprio nome já diz, integrar as terapias já existentes, porém, pensando de forma mais ampla o paciente.

A Medicina Integrativa buscou uma nova interpretação do paciente, com uma visão holística. “Holo” vem do grego (holos), que significa “todo, completo”, ou seja, uma pessoa deve ser vista e analisada por inteiro, não apenas com foco em uma doença ou usando apenas as terapias medicamentosas.

Visão do profissional

Buscando entender um pouco mais sobre a Medicina Integrativa, olhando pela visão médica, conversamos com a Dra. Marcia Alvernaz, Diretora clínica da Integrative, uma clínica integrativa e funcional.

Segundo a médica, “a Medicina Integrativa é importante porque busca uma abordagem mais holística e abrangente da saúde, combinando terapias convencionais com práticas complementares para promover o bem-estar físico, mental e emocional dos pacientes. O objetivo maior é melhorar a saúde do paciente através da identificação precoce de sinais gatilhos para desenvolvimento das doenças”.

Sobre o que difere a Medicina Integrativa das demais, a Dra. Márcia Alvernaz afirma que é a abordagem. “O diferencial está na abordagem, que considera o indivíduo como um todo, levando em conta não apenas os sintomas físicos, mas também fatores emocionais, mentais, sociais e espirituais. Ela busca combinar terapias convencionais com práticas complementares, visando tratar a causa raiz dos problemas de saúde e promover a saúde de forma integral.”

Pilares da medicina integrativa

A medicina integrativa segue seus pilares. São eles:

Ser menos invasiva: A medicina integrativa pode ser menos invasiva do que as abordagens médicas puramente convencionais de várias maneiras, enfatizando a prevenção, o autocuidado e a utilização de métodos terapêuticos menos agressivos sempre que possível. 

Integração de terapias convencionais e complementares: é importante lembrar que a medicina integrativa não rejeita a medicina convencional. Ao contrário disso, ela busca utilizar o melhor dos dois mundos, isto é, integrar métodos convencionais e métodos alternativos, para oferecer uma abordagem mais holística e menos invasiva no processo de saúde.

Enfoque na relação médico-paciente: Uma boa relação médico-paciente é construída sobre uma comunicação aberta e a confiança. Pacientes que possuem um bom relacionamento com seus médicos são mais propensos a aderirem aos tratamentos propostos. Desse modo, uma melhor compreensão dos problemas do paciente pelo médico, gera uma melhor tomada de decisões e, consequentemente, melhor resultado na saúde do paciente. 

Abordagem baseada em evidências: embora aberta a diferentes modalidades de tratamento, a Medicina Integrativa enfatiza a importância de abordagens baseadas em evidências científicas para garantir segurança e eficácia.

Investigar a causa do problema: Por vezes os tratamentos consistem em resolver os problemas visíveis sem procurar a base, o que faz os problemas serem recorrentes. A medicina integrativa busca ir além e conhecer a base do iceberg. Dessa forma, consegue atuar de maneira mais eficiente na raiz do problema, evitando recorrências e tratamento por definitivo. 

Analisar todos os resultados: O pilar de analisar todos os resultados na medicina integrativa refere-se à abordagem abrangente e holística na avaliação dos resultados do tratamento. Este pilar é crucial para entender o impacto completo de qualquer intervenção médica, não apenas em termos de sintomas físicos, mas também considerando o bem-estar emocional, mental e social do paciente.

Considerar todos os fatores de bem estar: Cada paciente é único e possui peculiaridades. Dessa forma, os fatores que promovem bem estar não são estáticos. Pelo contrário, são dinâmicos e variáveis. Assim, a medicina funcional integrativa observa os fatores de bem estar individuais na construção do plano terapêutico desse indivíduo.

Relação da Medicina Integrativa com a Medicina de Longevidade

Um conceito que também tem ganhado espaço é a Medicina da Longevidade. Como o próprio nome diz, é uma medicina que busca que o ser consiga envelhecer com qualidade de vida.

E qual a relação da Medicina da Longevidade com a Medicina Integrativa? Bem, a Medicina da Longevidade atua com uma visão de diagnosticar de forma precoce doenças crônicas, para assim, tratá-las para evitar seu avanço ou, até mesmo, criar um retrocesso, em alguns casos.

A Medicina da longevidade busca sempre atitudes preventivas e segue com um acompanhamento médico constante, ou seja, além de exames, esse tipo de tratamento passa por hábitos saudáveis do paciente.

Viu algo em comum? Isso mesmo, na medicina da longevidade, assim como na Medicina Integrativa, o paciente faz parte do processo e se torna fundamental para os resultados. Além disso, as duas buscam a prevenção de doenças e promoção da saúde.

A Medicina da Longevidade analisa o paciente de duas formas, visando o “relógio cronológico” e o “relógio biológico”. O relógio cronológico é o tempo de vida do paciente, contado desde seu nascimento, o que está no documento.

Já o relógio biológico é o que pode ser mudado. Com hábitos saudáveis e atitudes preventivas de antienvelhecimento, ou seja, existe uma busca para o retardamento desse relógio. Nesse contexto, uma pessoa, por exemplo, pode ter mais idade cronológica mais avançada do que apresenta fisicamente.

 Assim, a Medicina da Longevidade e a Medicina Integrativa podem atuar de forma conjunta, em busca da saúde e longevidade do paciente. Em resumo, enquanto a medicina integrativa se concentra na saúde holística e no bem-estar do indivíduo, a medicina de longevidade foca mais especificamente em estratégias para prolongar a vida saudável e prevenir o envelhecimento precoce. Ambas compartilham uma ênfase na prevenção, abordagem holística, estilo de vida saudável e personalização do tratamento.

Metodologias e tratamentos na Medicina Integrativa

A Medicina Integrativa emprega metodologias e tratamentos, combinando abordagens convencionais com terapias complementares e alternativas. Cada abordagem segue de acordo com a necessidade do paciente, por isso, em cada caso, a abordagem é individualizada.

Terapias convencionais

As terapias convencionais na Medicina Integrativa incluem o uso de medicamentos prescritos, cirurgias e outros procedimentos médicos tradicionais. Estes métodos são aplicados quando necessários, mas sempre dentro de uma abordagem mais holística, que considera o bem-estar geral do paciente além da doença específica.

Terapias complementares e alternativas:Algumas das terapias usadas na medicina integrativa podem ser, como o próprio nome já diz, podem complementar as terapias convencionais ou ser uma alternativa para não uso delas. 

Fitoterapia: o uso de plantas e extratos de plantas para fins terapêuticos é uma prática comum na Medicina Integrativa. A fitoterapia pode ser utilizada para uma ampla gama de condições, desde problemas digestivos até questões de saúde mental.

Terapias funcionais: A terapia funcional é um sistema de medicina que enfatiza a prevenção, o tratamento e a promoção da saúde por meio de métodos e substâncias naturais que encorajam a capacidade inerente do corpo de se curar. Ela abrange uma variedade de práticas, incluindo fitoterapia, nutrição, hidroterapia, e aconselhamento de estilo de vida. É frequentemente utilizada para tratar doenças crônicas, desequilíbrios hormonais, e para a promoção geral do bem-estar.

Terapias Nutricionais injetáveis: As terapias nutricionais injetáveis são práticas recorrentes dentro da medicina integrativa. Ela nada mais é do que uma via de administração de nutracêuticos com maior aproveitamento das substâncias, uma vez que contornam o trato gastrointestinal e minimizam as perdas. Caindo imediatamente (como é o caso das endovenosas) ou rapidamente (no caso das aplicações intramusculares) na corrente sanguínea. 

Cada uma dessas terapias oferece benefícios únicos e pode ser escolhida com base nas necessidades e preferências individuais do paciente. Na Medicina Integrativa, elas são muitas vezes combinadas com tratamentos convencionais e outras práticas alternativas para proporcionar uma abordagem de cuidado de saúde mais holística e personalizada.

A importância da nutrição na Medicina Integrativa

Na Medicina Integrativa, a nutrição desempenha um papel central, sendo vista não apenas como um meio de sustentar o corpo, mas como uma ferramenta poderosa para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças. 

A Medicina Integrativa vem da Medicina Ortomolecular, que visa corrigir alterações e equilibrar a quantidade de nutrientes no corpo, ou seja, a nutrição é fundamental para a saúde do indivíduo. A alimentação não só reflete no bem-estar físico, mas também no emocional e mental.

Uma dieta equilibrada fornece os nutrientes essenciais como vitaminas, minerais, proteínas, entre outros, que o corpo necessita para funcionar adequadamente. Por isso, a Medicina Integrativa enfatiza a importância de planos alimentares, desenvolvidos de acordo com a necessidade do paciente.

Terapias Injetáveis na Medicina Integrativa

Que a alimentação é fundamental para o indivíduo, não há o que discutir. Em alguns casos, quando a alimentação não basta, é necessário entrar com a suplementação, é aí que as terapias nutricionais injetáveis são usadas.

Em certos casos, a suplementação pode ser necessária para atender às necessidades nutricionais que não estão sendo completamente satisfeitas através da dieta (ingestão), por fatores como restrição alimentar, doenças nutricionais e, até mesmo, doenças crônicas.

Com as terapias injetáveis, o paciente tem a sua disposição tratamentos que incluem a administração de vitaminas, minerais, aminoácidos, antioxidantes, oligoelementos e metiladores, que proporcionam ao organismo uma excelente melhora na saúde e, consequentemente, o quadro clínico.

Segundo a Dra. Márcia Alvernaz, as terapias nutricionais injetáveis são uma abordagem terapêutica que visa fornecer nutrientes essenciais diretamente na corrente sanguínea, por meio de injeções intravenosas ou de maneira que vai chegar na circulação de maneira mais rápida no caso de aplicações intramusculares.

Seu grande benefício é a absorção mais eficiente dos nutrientes, garantindo que sejam totalmente aproveitados pelo organismo. Por contornar o trato gastrointestinal, as terapias nutricionais injetáveis garantem que os nutrientes cheguem rapidamente à corrente sanguínea, sem sofrer degradação ou interferências.

Uma das vantagens das terapias nutricionais injetáveis é a capacidade de fornecer uma quantidade precisa e controlada de nutrientes, ou seja, de acordo com a necessidade de cada paciente, o ativo é administrado, permitindo uma suplementação adequada e personalizada.

Benefícios adicionais das terapias injetáveis são: melhoria do sistema imunológico, aumento da energia e vitalidade, melhora da saúde da pele e cabelos, entre outros. Essas terapias podem ser utilizadas tanto como parte integrante de um plano de tratamento médico, como em casos de desnutrição ou doenças crônicas, quanto como uma opção para a manutenção da saúde e prevenção de doenças.

Ainda segundo a médica, é fundamental que os pacientes interessados em terapias nutricionais injetáveis busquem orientação profissional adequada e realizem uma avaliação completa, para determinar se essa opção terapêutica é indicada para suas necessidades individuais.

Medicina Integrativa e a tecnologia

Não podemos, nos dias de hoje, falar de medicina sem falar de tecnologia. Torna-se evidente a necessidade de um gerenciamento eficaz e integrado de informações clínicas e tratamentos. 

Por isso, é fundamental ter um software com prontuário eletrônico e gestão, capaz de monitorar o paciente e os ativos, como o da Support Health, especializado em terapias injetáveis.

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