A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é um dos relatórios mais relevantes para clínicas médicas e de terapias injetáveis que buscam excelência em gestão financeira. Mais do que uma obrigação contábil, ela funciona como um verdadeiro termômetro da saúde do negócio.
Ao longo deste guia da Support Health, você vai entender o que é a DRE, como ela funciona na prática e, principalmente, como utilizá-la para transformar a gestão financeira da sua clínica.
O que é DRE e qual sua função na gestão médica?
A DRE, ou Demonstração do Resultado do Exercício, é um relatório financeiro obrigatório, conforme a Lei n.º 11.638/07, que apresenta todas as receitas, custos e despesas de um período específico. Ao final do demonstrativo, o resultado líquido indica se a clínica teve lucro ou prejuízo naquele intervalo.
Diferentemente do simples saldo de caixa, Diferentemente do simples saldo de caixa, a DRE oferece uma visão muito mais profunda sobre o que realmente impacta a rentabilidade do negócio.
Além de ser exigida pelo fisco, especialmente em auditorias, ela também é amplamente utilizada por bancos e instituições financeiras na análise de crédito e financiamentos.
Por isso, para o médico gestor, a DRE se torna um instrumento central de análise de desempenho, identificação de gargalos financeiros e apoio ao planejamento estratégico.
Ao analisá-la com regularidade, é possível identificar tendências, antecipar riscos e agir de forma proativa para fortalecer a clínica diante da concorrência e das exigências regulatórias do setor de saúde.
Estrutura básica de uma DRE para clínicas médicas
A DRE possui uma estrutura padronizada, que pode — e deve — ser adaptada à rotina das clínicas médicas. De forma simplificada, ela é composta por:
- Receita bruta: soma de consultas, procedimentos e serviços realizados;
- Deduções e impostos: ISS, PIS/COFINS, glosas e descontos;
- Receita líquida: receita bruta menos deduções;
- Custos variáveis (CPV): materiais, medicamentos e insumos utilizados nos atendimentos;
- Lucro bruto: receita líquida menos custos variáveis;
- Despesas fixas e operacionais: salários, aluguel, energia, sistemas;
- Resultado antes do IR/CSLL;
- Resultado líquido do exercício.
Seguir essa estrutura facilita a leitura dos números, agiliza análises e mantém a clínica alinhada às boas práticas contábeis.
Passo a passo para montar a DRE da clínica médica
Para montar uma DRE eficiente e confiável, alguns passos são essenciais:
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- Registrar todas as receitas e despesas, sem omissões;
- Classificar corretamente custos fixos, variáveis e deduções;
- Definir um período de apuração — o fechamento mensal é o mais recomendado;
- Utilizar sistemas digitais para automatizar cálculos e relatórios.
O envolvimento direto do médico nesse processo garante mais precisão e segurança. Além disso, ferramentas digitais tornam a rotina mais ágil e reduzem significativamente o risco de erros.
Por que o médico deve analisar a DRE mesmo com contador?
Contar com suporte contábil é fundamental, mas isso não elimina a necessidade de envolvimento do médico gestor. Pelo contrário: analisar a DRE é uma responsabilidade estratégica de quem toma decisões dentro da clínica.
Somente com essa visão será possível decidir, com segurança, sobre expansão, aquisição de equipamentos, contratação de profissionais ou até mesmo a revisão do portfólio de serviços.
Acompanhar o resultado líquido mês a mês também ajuda a identificar o ponto de equilíbrio da operação e agir preventivamente antes que pequenos desvios comprometam o caixa.
Além disso, conferir a DRE em conjunto com a declaração de imposto de renda dos sócios garante mais transparência, evita inconsistências fiscais e facilita auditorias futuras.
Com domínio sobre a DRE, o médico deixa de ser apenas um executor clínico e assume o protagonismo CEO da gestão, reduzindo riscos e conduzindo a clínica rumo à sustentabilidade.
Principais benefícios de acompanhar a DRE na rotina clínica
Incorporar a DRE à rotina de gestão traz benefícios diretos e extremamente práticos, como:
- Clareza sobre a margem de lucro real de cada serviço e procedimento;
- Identificação rápida de glosas, inadimplências e despesas inesperadas;
- Base sólida para negociação com fornecedores, convênios e instituições financeiras;
- Maior respaldo em auditorias e fiscalizações;
- Mais autonomia, agilidade e segurança na tomada de decisões.
Na prática, clínicas que acompanham a DRE conseguem visualizar o impacto de campanhas de marketing, entender efeitos de reajustes de honorários e identificar custos operacionais excessivos. Com isso, o gestor deixa de agir no improviso e passa a planejar o crescimento de forma estruturada e previsível.
Diferenças entre DRE e fluxo de caixa: como não confundir
Embora sejam relatórios complementares, DRE e fluxo de caixa têm finalidades diferentes — e confundir os dois é um erro comum na gestão médica.
A DRE segue o regime de competência, ou seja, registra receitas e despesas no período em que elas ocorrem, independentemente do pagamento ou recebimento. Já o fluxo de caixa considera apenas as movimentações financeiras efetivas, seguindo o regime de caixa.
Por exemplo: um procedimento realizado em março, mas recebido em abril, aparecerá na DRE de março e no fluxo de caixa de abril. Assim, enquanto a DRE mostra a lucratividade real da clínica, o fluxo de caixa revela a liquidez e a capacidade de cumprir compromissos no curto prazo.
Compreender essa diferença evita decisões equivocadas e permite um planejamento financeiro muito mais alinhado à realidade do negócio.
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Como interpretar a DRE: análise vertical e análise horizontal
Para extrair valor estratégico da DRE, dois tipos de análise são fundamentais:
- Análise vertical: avalia quanto cada item representa em relação à receita líquida. Se os custos variáveis estão muito altos, pode ser o momento de renegociar insumos ou rever protocolos;
- Análise horizontal: compara resultados entre períodos diferentes, ajudando a identificar tendências, sazonalidades e variações na margem de lucro.
Essas análises permitem ajustes rápidos, direcionam investimentos e ajudam a corrigir desvios antes que eles comprometam a rentabilidade da clínica.
DRE automatizada: como a tecnologia facilita a rotina da clínica
Nesse cenário, a automação da gestão médica é importante para o crescimento e organização da sua clínica. Softwares especializados eliminam retrabalho, reduzem falhas manuais e disponibilizam dados em tempo real.
Uma DRE automatizada acelera a tomada de decisão e libera o médico para focar no que realmente importa: o cuidado com o paciente.
Soluções como o sistema para clínicas da Support Health integram faturamento, custos e relatórios financeiros em um único ambiente, permitindo acompanhar indicadores-chave sem depender exclusivamente da contabilidade.
Com isso, a gestão financeira se torna mais estratégica, transparente e preparada para antecipar problemas e aproveitar oportunidades.
Gestão financeira com lucratividade: transforme o resultado da sua clínica
Faturar alto não significa, necessariamente, lucrar bem. Clínicas que ignoram a DRE acabam enfrentando dificuldades, perdas silenciosas e barreiras para crescer de forma sustentável.
Por isso, a recomendação é clara: utilize a Demonstração do Resultado do Exercício como base para todas as decisões estratégicas. Somente assim é possível controlar riscos, garantir previsibilidade e se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.
Chega de depender de planilhas manuais e informações desencontradas. Com a Support Health, setores como o financeiro, o atendimento, a gestão e muito mais da sua clínica são automatizados. Agende uma demonstração e veja como simplificar sua rotina financeira com mais controle, segurança e rentabilidade.