

As terapias nutricionais injetáveis ganharam espaço acelerado dentro da medicina integrativa nos últimos anos. Junto com a popularização, cresceu também a dúvida de muitos médicos: até onde é possível divulgar esse tipo de terapia sem cruzar a linha da Resolução CFM nº 2.336/2023?
A resposta não é “não pode falar sobre isso”. É “pode, desde que dentro de critérios claros de comunicação médica”. E dominar esses critérios é o que separa uma clínica que constrói autoridade de uma que corre risco ético — e comercial, já que campanhas fora da norma costumam ser derrubadas ou penalizadas pelas próprias plataformas.
Terapias injetáveis costumam ser vendidas ao público leigo com uma linguagem de “resultado imediato”: mais energia, menos fadiga, “detox”, recuperação acelerada. É justamente esse tipo de promessa — direta ou implícita — que o CFM trata como um dos maiores riscos de propaganda enganosa em publicidade médica.
Isso não significa que o médico precisa abrir mão de comunicar o valor do tratamento. Significa comunicar com responsabilidade técnica, deixando claro que resultado varia de paciente para paciente e que a indicação depende de avaliação individual.
Com base na Resolução CFM nº 2.336/2023, é permitido:
Por outro lado, são vedadas publicações que:
Vale reforçar um ponto que costuma passar despercebido: repostar um depoimento ou vídeo de paciente sobre a terapia também é considerado publicidade médica e precisa seguir as mesmas regras — mesmo que o conteúdo original tenha sido produzido pelo próprio paciente.
Fotos de “antes e depois” associadas a terapias injetáveis (por exemplo, evolução de pele, disposição ou composição corporal) só podem ser divulgadas quando:
Na prática, esse é o ponto onde mais clínicas escorregam: publicar apenas os “casos de sucesso” sem contexto técnico é, para o CFM, uma forma de propaganda enganosa por omissão.
Uma vez dominado o que pode e o que não pode, o próximo passo é estruturar a jornada do paciente interessado na terapia — do primeiro contato educativo até o agendamento. É aqui que entram ferramentas de gestão como o CRM médico da Support Health, que organiza os leads gerados por conteúdo educativo em um funil de atendimento, permitindo que a equipe da clínica conduza esse contato de forma humanizada e dentro da conformidade que a Resolução exige.
E como pacientes de terapias injetáveis costumam voltar para sessões periódicas, a régua de relacionamento e o histórico de atendimento se tornam ainda mais estratégicos — o mesmo raciocínio que já exploramos em como o CRM aumenta o LTV da clínica.
Posso divulgar o preço de uma sessão de soroterapia ou NAD+? Sim. A divulgação de preços, formas de pagamento e campanhas promocionais é permitida, desde que não envolva venda casada ou premiações.
Posso postar um vídeo do paciente recebendo a aplicação da terapia? Não é recomendado. A exposição do paciente durante o procedimento só é permitida quando houver finalidade educativa clara, sem tom promocional.
Posso dizer que minha clínica usa “a tecnologia mais avançada” em terapia injetável? Não. Expressões que atribuam superioridade — seja ao profissional, ao protocolo ou ao equipamento — são expressamente vedadas pela Resolução.
Depoimento espontâneo de paciente sobre a terapia pode ser repostado livremente? Só se for sóbrio, sem promessa de resultado e sem expressões de superioridade. E mesmo assim, o repost passa a ser considerado publicidade do médico, sujeita às mesmas regras.
Conheça o ecossistema da Support Health e veja como aliar conformidade com o CFM, geração de leads qualificados e gestão de relacionamento em uma única estrutura — pensada para clínicas que trabalham com protocolos de acompanhamento contínuo, como é o caso das terapias nutricionais injetáveis.

